segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Cultura de massa – De que lado você está?


Quais são os prós e os contras da cultura de massa? Esse não é mais um texto – como tantos que encontramos por aí na internet - falando que a cultura de massa é caos da humanidade, decadência da sociedade, entre outros. Espero que cada um leia os dois lados expostos e tire sua própria conclusão. Baseado no texto de Umberto Eco e nas aulas de Cultura Contemporânea do professor André Costa, estão aqui alguns pontos.

A cultura de massa é a cultura do conformismo, homogênea e que gera acriticismo. Em outras palavras, absorvo tudo que a mídia propõe e não tenho a coragem de nadar contra a maré. Consumimos mais do que necessitamos, na verdade, a maioria das nossas necessidades é criada pela mídia. Não adquirimos cultura reflexiva, questionadora. Gostamos da cultura do entretenimento. Tudo é superficial e universal. Ignoramos as diferenças étnicas e culturais, porque reagimos com emoções prontas e banalizadas. Tudo isso pode ser resumido num sistema de cultura capitalista que utiliza esses meios para controle, manipulação e consumo.

Por outro lado, a cultura de massa é uma maneira de preservar a história. Através dela pode-se ter acesso à cultura, principalmente a camada menos favorecida. A cultura de massa nos permite estar informado. Difundir entretenimento é fundamental para o bem- estar e até para a sociedade. A cultura também tem função educativa e é democratizante, pois todos têm acesso. O consumo sempre existiu, só que hoje é em larga escala. E a cultura de massa não é exclusiva do capitalismo, ela esteve presente em regimes comunistas e socialistas, como na União Soviética e na China.

E você? De que lado está? Você crítica a cultura de massa, mas mesmo assim a consome ou você consome a cultura de massa sem nem questionar seu poder?

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A arte das palavras




Assisti, nesse final de semana, ao filme “The Shadow Dancer”. A história é de um escritor que afirma ter encerrado a carreira por não ter mais o que dizer. Durante o filme ele conhece um jovem aspirante a escritor e o ensina os mistérios da arte e os caminhos para desenvolver seu talento. Em determinado momento do filme ele descreve o escritor como um pintor. O escritor faz com as palavras o que o pintor faz com as tintas nas telas.



O mais curioso do filme é o escritor afirmar que parou de escrever por não ter mais nada a dizer ao mundo. Entretanto, o que se percebe no decorrer do filme, é que uma dor pessoal o fez parar de escrever. Seria possível um escritor afirmar que já escreveu tudo o que queria na vida? Existem mesmo os bloqueios criativos? Acredito que assim como as manhãs se renovam a cada dia, as palavras se fazem novas na mente de um brilhante escritor.



Um dos conselhos interessantes que o consagrado escritor dá é referente ao computador. Ele aconselha o jovem escritor a voltar a usar a máquina de escrever ao invés do computador. Com a máquina de escrever você é mais cuidadoso ao escolher as palavras, pois não pode apagá-las com um só clique. Você se torna mais cuidadoso e seletivo, suas escritas ficarão mais bem elaboradas.



Assim como admiro uma bela fotografia, admiro um texto bem escrito. Ler um bom livro é como fazer uma maravilhosa viagem. Você se depara com caminhos desconhecidos e vai de encontro a um novo mundo. Você se permite entrar e viajar na mente de outra pessoa, que conseguiu de maneira genial colocar seus pensamentos em um papel. O jogo das palavras me encanta. Um livro com uma estória fascinante, páginas de um jornal escrito por um analista do dia-a-dia, um bom roteiro que depois se transforma num surpreendente filme, uma carta carregada de emoção e até mesmo um sincero pedido de desculpas registrado em um papel.



Confesso que uma dúvida me consome, não sei se amo mais as imagens ou as palavras. Acho que uma imagem pode ser complementada com boas palavras, ou um ótimo texto pode ser finalizado com uma espetacular imagem. Ou posso deixar os dois falarem por si só. Vai depender do que quero expressar no dia.

"Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo...

...Nada posso lhe dar a não ser a chave e um impulso. Não posso abrir-lhe outro mundo além do que há em sua própria alma"
Hesse