segunda-feira, 22 de outubro de 2007

História antiga...Visual novo


Resolvi unir duas coisas que sou apaixonada: cinema e música. E não existe película que retrate melhor essa união do que o filme Moulin Rouge – Amor em Vermelho. O diretor Baz Luhrmann conseguiu fazer desse filme um espetáculo visual e auditivo. As cenas não te deixam piscar nem um segundo e as músicas – também os diálogos fabulosos – fazem o telespectador se envolver na história. Confesso que sou uma admiradora de musicais, no entanto, musical mais modernista e inovador do que esse, eu ainda desconheço.

Classifico o filme como um dos melhores musicais – e romance – de todos os tempos.
O cenário do filme já dá aquele tom romântico: França, especificamente Paris, em pleno século XIX. O filme faz uma discreta homenagem a essa bela cidade. De uma história de amor clichê – um tradicional triângulo amoroso – surge um espetáculo estrelado na cidade das luzes.

Sem contar que a história não é linear. O filme começa do fim e você passa o filme inteiro torcendo para que esse fim não seja realmente o definitivo.

O elenco do filme dispensa comentários. Confesso que até então não conhecia o ator Ewan McGregor, e sua performance é surpreendente. Além de uma interpretação totalmente convincente de mocinho, ele brilha ao cantar e encantar. A mocinha também não poderia ser interpretada por outra pessoa a não ser Nicole Kidman. Como se sua beleza já não bastasse, quando ela abre a boca e canta você se convencesse que ela é uma artista completa.

Esse é um texto totalmente parcial, pois eu deixo claro que sou apaixonada por esse espetáculo. Porém, mesmo diante de todo esse glamour, ainda encontro cenas que considero desnecessárias. No entanto, isso fica na parte das exceções.

Agora a parte mais empolgante, a trilha sonora. O filme conta com canções de Bono Vox, Christina Aguilera, Maya, Pink, Fatboy Slim, David Bowie, entre outros. A partir daí já dá para ter uma idéia do show. O mais interessante é que a maioria das músicas vem com uma roupagem nova. Um exemplo é a música Your Song, interpretada por Ewan McGregor. Essa música originalmente do Elton John cresce e ganha uma nova vida. Outro destaque é Elephant Love Medley que é composta por vários sucessos do circuito internacional. A canção é interpretada pelo casal, como se fosse um diálogo em que Cristian tenta convencer Satine do amor que ele sente. E a canção mais romântica e mais envolvente é a Canção dos Amantes, Come What May, que realmente emociona.

Agora imagine, que além de tudo isso o filme ainda reserva um final surpreendente. Se você gosta de assistir filmes que fujam do senso-comum e que, ainda por cima, tenham uma trilha sonora frenética, Moulin Rouge é a sugestão ideal.

“Spetacular! Spetacular!"

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Arte das Musas


Depois de falar aqui no blog, sobre imagem e texto, chegou a vez de colocar uma trilha sonora para ambientar essas escritas. Afinal, a vida seria muito triste se não existisse a música, a melodia, o batuque, o som, o grito, as palmas, o canto, os instrumentos, a voz...

Primeiramente, de onde vem a palavra música? Do grego musiké téchne que significa a arte das musas (musas: deusas gregas que presidiam às artes), e nessas artes incluía a poesia e a dança, pois tem em comum o ritmo.

Agora a definição do que é música é uma tarefa muito complicada. Podemos definir, tecnicamente, como uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. E deixando a tecnicidade de lado, podemos dizer que música é um conjunto de sons, envolvidos pelos sentimentos do seu compositor que transmitem mensagens à alma e coração dos que ouvem.

Dependendo do nosso estado de espírito escolhemos o que queremos ouvir. Determinadas melodias podem trazer lembranças agradáveis a alguém, provocar melancolia e até entusiasmo em outras, enquanto nada provoque em muitas pessoas.

A música também pode ser vista como uma manifestação social. Muitos compositores vêem através da arte a única forma de serem ouvidos na sociedade. Fazem das suas canções um grito a sociedade.

A influência da música é tão grande, que ela atua constantemente sobre nós - acelerando ou retardando, regulando ou desregulando as batidas do coração, relaxando ou irritando os nervos, influindo na pressão sangüínea e no ritmo da respiração.

Ela também pode ser usada como terapia. A Musicoterapia, tem o objetivo de desenvolver potenciais e restabelecer funções do indivíduo para que ele possa alcançar uma melhor integração intra e interpessoal e, em conseqüência, uma melhor qualidade de vida, pela prevenção, reabilitação ou tratamento.” - Federação Mundial de Musicoterapia, 1996.

Para finalizar, gostaria de deixar minha sugestão musical. Ouçam a cantora e compositora inglesa de soul, Joss Stone. Considero a garota um fenômeno, o timbre de voz é dos meus preferidos, grave e poderoso, e o ritmo das suas canções é envolvente, dançante, eletrizante.

Aprecie a arte dessa ‘musa’!

"Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo...

...Nada posso lhe dar a não ser a chave e um impulso. Não posso abrir-lhe outro mundo além do que há em sua própria alma"
Hesse